segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ponto de partida.

Então, vamos lá. Contar um pouco do que estou vivendo no momento. O ponto de partida foi o estresse, o acumulo de dores, sofrimento e amarguras que fui guardando com o passar do tempo. Mas o estopim mesmo foi o estresse. Logo, chegamos em um ponto em que a gente não sabe o que quer da vida. Acha que está enlouquecendo ( OBS: o que não deixa de ser verdade.)

Só então percebi que realmente algo estava errado comigo. Meus pensamentos. Minhas metas. Tudo foi mudando e eu não sabia o por quê?

Até agora aqui escrevendo eu queria saber essa resposta. Mas, ela parece tão distante quanto as pessoas que amamos e já se foram.

Hoje faz dois anos de morte de uma garotinha linda que eu amava muito. E me dói saber que ela se foi tão cedo. E pior. Que eu estou aqui e essa é a única coisa em que eu penso na maior parte do tempo. MORRER.

Logo no começo das crises, busquei ajuda e estou em tratamento. Continuo tendo esperanças. Que vou ser ouvida. E eu vou melhorar. Mas até lá a luta é árdua.

Vou dar uma dica para você que conhece ou que já conheceu alguém assim. Julgar é feio. E a gente não adoece por que quer. As vezes essa pessoa que você pressiona e diz que tem que querer viver, ir na igreja, centro espirita, sessão de descarrego e o caralho a quatro. Essa pessoa já está dando tudo de si para melhorar.

O meu diagnostico foi transtorno bipolar e transtorno do pânico. Espero encontrar pessoas que entendam o que eu digo.

Vivo tentando entender e conviver com as minhas limitações. Apesar da vontade de mandar tudo a merda.